Batista que falam línguas estranhas

05/12/2011 12:12

 

Também já experimentei isso!

“Quando criança, vezes sem conta ouvi os testemunhos de como Deus guiou meus pais e avós à Experiência pentecosta. Minha avó Clara, filha do professor Sanford, que ensinava grego e latim na Universidade de Siracusa e foi ordenado ministro batista, recebeu influência de várias direções. Suas primeiras experiências espirituais aconteceram em Chautauqua, Nova York, durante as férias de verão, quando pregadores de Keswick e professores da Inglaterra despertaram no seu coração o desejo de uma vida vitoriosa pelo poder do Espírito Santo. Pelo fato de seu pai ser professor, permitiram-lhe assistir todas as aulas do curso de bacharel, mas ela não recebeu diploma porque a universidade, na época, não diplomava mulheres. Por toda a sua juventude ela foi ativa nas associações de obreiras cristãs, chegando a presidir o capítulo de Nova York, que reunia jovens de várias denominações. Numa convenção na cidade de Nova York, ela conheceu A.B. Simpson e visitou sua igreja. Também foi uma das pregadoras do chamado Circuito de Chautauqua. Por volta de 1880, recebeu convite pra falar a um grupo de mulheres de uma igreja batista situada à margem do rio Erie, na Pensilvânia. Ela havia orado com determinação por aquele culto, e, quando levantou-se para pregar, começou a falar numa língua que desconhecia totalmente. Então o Espírito Santo deu-lhe a interpretação, que eram todas citações bíblicas agrupadas de modo a formar uma mensagem. As mulheres queriam saber que língua era aquela, mas ela não sabia. Nem mesmo entendera completamnte o que havia acontecido, a não ser que fora abençoada. Minha avó não contou a ninguém o que acontecera, embora numa oração solitária e fervorosa voltasse a falar a mesma língua. Desejando conhecer melhor a Bíblia, ingressou no Instituto Bíblico Moody, em Chicago. Certa ocasião, Dwight L. Moody e Reuben A. Torrey colocaram os alunos em fila e, caminhando por trás deles, diziam: _ Recebam o Espírito Santo. Torrey já havia ensinado que a experiência do batismo no Espírito Santo estava disponível a todos. (...) No domingo de Páscoa de 1906, a Srta. Seymour e alguns outros membros oriundos da Missão da Rua Azusa contaram como o Espírito Santo estava sendo derramado conforme Atos 2.4. Meu avô confessou haver algo que ele ainda não sabia sobre o derramamento do Espírito Santo, mas não conseguia descobrir o que era. À menção de Atos 2.4, ele convenceu-se de que o falar em outras línguas era a evidência que lhe faltava. Naquele culto, ele e muitos outros foram batizados no Espírito Santo. Mais adiante, ele levou minha avó à Missão da Rua Azusa, onde ela viu, ouviu e sentiu o que estava acontecendo. Então declarou: _ Eu já experimentei isso! Os irmãos retrucaram: _ Não pode ser. Você é batista! Eles estavam ensinando que o batismo no Espírito Santo era a terceira experiência depois da salvação e da santificação. Ela não argumentou, simplesmente dobrou os joelhos em oração e em poucos minutos estava falando em línguas. Um dinamarquês aproximou-se dela mais tarde e disse-lhe que ela havia falado no seu idioma. Minha mãe, na época com 11 anos de idade, ajoelhou-se pedindo pela santificação e em dez minutos estava falando em línguas sem ter consciência de qualquer experiência intermediária. Uma mulher negra, proveniente de uma ilha de fala francesa, procurou-a logo depois, dizendo que ela falara francês. Quando minha mãe era mais velha tornou a encontrar a mulher, que relembrou o fato e confirmou-o. 

Autor: Stanley Horton