Altares e Sacrifícios

24/08/2011 18:05

 

Altares e Sacrifícios


“O altar será santíssimo, e tudo o que nele tocar será santo” (Êx.29.37). 
 

Os altares são citados na bíblia, de Gênesis 8 a Apocalipse 16. Os primeiros eram visíveis. Os últimos são espirituais ou simbólicos. Com o desenvolvimento da narrativa bíblica, notamos algumas mudanças no material de construção dos altares. Mudaram também os tipos de sacrifícios, os ofertantes e seus propósitos. Contudo, não existe nisso contradição alguma, mas apenas o aspecto progressivo da revelação divina aos homens. É possível que, em Gênesis 4, já houvesse altares para as ofertas de Caim e Abel. Entretanto, somente no capítulo 8, verso 20, é que encontramos uma citação direta, por ocasião da oferta de Noé após o dilúvio. Sua utilização se perpetuou nas descendências de Sem, Cão e Jafé. Não é por acaso que encontramos altares em uso nas mais diversas religiões em todas as épocas, quer sejam para sacrifícios destinados a Deus ou aos ídolos.

O altar era uma estrutura elevada, sobre a qual se realizavam ofertas e sacrifícios. Seu uso dá idéia de organização e importância do culto. O sacrifício não poderia ser feito no chão, no meio da sujeira, da mesma forma como não costumamos colocar no chão os alimentos que vamos comer. O altar é uma mesa. Simbolicamente, um lugar de refeição com Deus, trazendo o sentido de comunhão e intimidade. No contexto judaico, o povo ia ao tabernáculo, ou ao templo, como quem vai visitar Deus em sua casa e comer com ele diante da mesa do sacrifício. Algumas ofertas eram queimadas, para Deus, e outras eram comidas pelo ofertante e pelo sacerdote (Lv.2.9; 6.14-16; 7.15-16; 19.6; Dt.12.17-18).

Altares de terra e pedra

Os altares antigos eram, geralmente, feitos com pedras, embora encontremos referência a altares de terra (Ex.20.24-25). Um dos principais construtores de altares que a bíblia apresenta foi Abraão (Gn.12.7,8; 13.4,18; 22.9). Os altares eram marcos importantes em sua trajetória, representando sua iniciativa no sentido de buscar ao Senhor em vários pontos do caminho, principalmente nos momentos em que se fazia necessária uma direção. Abraão precisava do Senhor. Ele não podia andar ou viver sozinho. Cada novo altar edificado marcava uma nova experiência com Deus, uma nova etapa na peregrinação do patriarca. Sua atitude demonstrava dependência de Deus. Edificar um altar de pedras era tarefa árdua. Toda edificação representa trabalho. Deus não construirá nossos altares. Esse trabalho nos pertence. 

Quanto maiores as pedras, melhor seria o altar, mais resistente, mais durável. Quanto mais difícil sua edificação, maior seria sua durabilidade. Alguns altares recebiam até nomes, o que nos leva a crer que eram relativamente duráveis (Gn.33.20; Ex.17.15). Se quisermos fazer apenas o que é fácil, não devemos esperar os melhores resultados. Se existem grandes pedras em nosso caminho, haveremos de construir grandes altares. As grandes dificuldades nos motivarão a buscarmos a face do Senhor com mais intensidade. O altar e o sacrifício nos falam sobre a invocação do nome do Senhor. É uma cena que nos ensina sobre oração, louvor, adoração e gratidão. 

A oferta tem como objetivo primário agradar o coração de Deus. Em segundo lugar, o ofertante deseja obter o favor ou a resposta divina (Lv.1.3). Abraão poderia invocar o Senhor através de orações silenciosas, mas o fato de construir um altar levava sua espiritualidade para o contexto público, servindo como testemunho de fé para todos, principalmente para a sua família. Por este motivo, encontraremos também Isaque e Jacó, filho e neto de Abraão, edificando altares (Gn.26.25; 33.20; 35.7). Vemos, portanto, quão importante é o exemplo dos pais para os filhos. 

A oração particular e secreta é fundamental, mas nossa relação com Deus virá a público em algum momento, não como forma de exibição (condenada por Jesus em Mt.6.5), mas como testemunho e modelo. 

Na experiência de Jacó, observamos algo interessante: 

Gn.35.1 – A palavra de Deus vem a Jacó em forma de ordem: “Faze um altar”.
Gn.35.3 – A resposta de Jacó em forma de plano ou promessa: “Farei um altar”. 
Gn.35.7 – A obediência de Jacó em forma de ação: “Edificou o altar”.
Gn.35.9-15 – O resultado: Deus abençoa Jacó. 

Podemos comparar esses tópicos às nossas experiências. O que Deus tem nos ordenado? Qual são nossas respostas e nossas ações? A resposta certa não substitui a ação correspondente. Muitos querem ser abençoados, mas poucos querem ser obedientes. 

Altares de madeira, bronze e ouro.

Passado o tempo dos patriarcas, Deus deu a lei a Moisés, determinando que fosse construído um tabernáculo, onde haveria dois altares: do sacrifício (holocausto) e do incenso. Ambos seriam feitos com madeira de acácia (Ex.27.1; 30.1). 

O altar do holocausto, que ficava no átrio do tabernáculo, trazia, por meio do sacrifício, o propósito do perdão, da reconciliação e do acesso a Deus através do sangue. 

O altar do incenso, que ficava no santuário, trazia, sobretudo, o propósito da oração intercessória (Ap.5.8). 

Um dos mais gloriosos princípios envolvidos no sacrifício sobre o altar é o da substituição. Trata-se da concessão divina, segundo a qual é permitido que o pecador seja substituído na execução da pena de morte que sobre ele seria imposta. Assim, matava-se o animal e poupava-se o pecador, numa demonstração gloriosa do amor e da graça divina para com o homem. Esse aspecto do ritual foi revelado a Abraão quando Isaque foi poupado (Gn.22). Sua plena realização ocorreu quando Cristo morreu em nosso lugar.

Altares de pedra parecem bem apropriados à sua finalidade, utilizando material resistente ao fogo que sobre eles seria colocado, mas, e os altares de madeira??? À primeira vista, isso poderia parecer absurdo. O altar se queimaria junto com a oferta e a lenha? É evidente que não poderia ser assim. Embora a madeira de acácia fosse muito resistente, ela precisava de um revestimento reforçado. O altar do sacrifício seria revestido com bronze (Ex.27.2) e o altar do incenso, com ouro (Ex.30.3). 

Da mesma forma, o Senhor nos escolhe e usa. Somos pessoas inadequadas e incapazes para os seus grandes propósitos, mas ele nos reveste com o seu Espírito e com sua própria natureza para que não sejamos consumidos pelo fogo da sua glória (Lc.24.49; Gal.3.27). 

A lei regulamentou o culto judaico. Os altares de uso coletivo proporcionavam unidade litúrgica em Israel. Os altares em outros locais eram permitidos, mas a lei determinou regras para sua construção e utilização (Ex.20.24-25). Verificando o contexto atual, percebemos os mesmos princípios na igreja de Cristo. Cada um de nós poderia servir a Deus em casa, de modo particular e pessoal. Entretanto, Deus determinou que sua igreja fosse edificada como povo que se reúne para adorar ao Senhor em comunhão. Cada cristão pode cultuar ao Senhor em seu lar, mas não deve abandonar a congregação (Heb.10.25). 

No templo de Salomão, que substituiu o tabernáculo, também existiam dois altares maiores e melhores que os anteriores. O altar do sacrifício foi feito de bronze. O altar do incenso foi feito com ouro puro. A mistura de material foi eliminada. Entretanto, seus propósitos continuavam os mesmos (II Cr.4.1,19). 

O altar do Calvário

Todos os sacrifícios prescritos pela lei de Moisés prefiguravam a morte de Cristo na cruz. Os animais oferecidos no Velho Testamento eram tipos do Cordeiro de Deus, que se manifestaria na plenitude dos tempos (João 1.29). O Gólgota tornou-se, portanto, o palco para o sacrifício supremo. Vários elementos demonstram a conexão entre os altares antigos e a cruz. Muitos são também os pontos de contraste, pois o sacrifício de Cristo, embora se assemelhe aos holocaustos judaicos, vai muito além daqueles no seu significado e eficácia (Heb.7.26-27; 9.12-14,26). 

No modelo antigo, os homens ofereciam animais a Deus. No novo pacto, Deus ofereceu seu filho para ser morto, demonstrando assim a supremacia da graça sobre a lei.

Os israelitas compareciam diante do altar do holocausto no átrio do tabernáculo, mas, mesmo depois de realizado o sacrifício, não podiam entrar no santuário e no santíssimo lugar. Somente os sacerdotes tinham acesso àqueles locais. Hoje, todos os que creem no sacrifício de Cristo e o aceitam, aproximam-se do trono de Deus. Essa realidade foi demonstrada através do véu rasgado no momento em que Jesus morreu (Mt.27.51). Por isso, a igreja é chamada “sacerdócio real” (IPd.2.9), pois todos os cristãos entram pela fé no santuário e no santíssimo lugar (Heb.10.19-20).

O sentido da refeição sagrada, da qual participavam os ofertantes no Velho Testamento, foi transferido para a Ceia do Senhor instituída para a igreja (Mt.26.26-28; ICo.11.23-26). Por isso, Jesus disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna” (João 6.54). 

Tal afirmação envolve o simbolismo da ceia, mas refere-se, acima de tudo, ao compromisso espiritual entre Cristo e a igreja. 

Entra nesse contexto a rejeição aos alimentos sacrificados aos ídolos (At.21.25). Comer do que foi sacrificado aos falsos deuses é uma forma de se comprometer com eles. Paulo alertou os coríntios sobre isso, quando disse: “Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice de demônios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios.” (ICo.10.21). 

Nossos altares

O uso de altares visíveis, feitos de terra, pedra, madeira, bronze e ouro, foi encerrado na cruz. Não precisamos sacrificar animais, pois o Cordeiro de Deus já foi, de uma vez por todas, imolado por nós. Não haveremos de realizar mais sacrifício algum para remissão dos pecados, pois o perdão divino foi garantido através da obra da cruz. Entretanto, outros tipos de sacrifício ainda existem. 

“Por ele, pois, ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. Mas não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, porque com tais sacrifícios Deus se agrada” (Heb.13.15-16).

Se a cruz foi o altar do sacrifício de Cristo, o assunto se estende a nós, pois ele mandou que cada um dos seus seguidores tomasse sua própria cruz para segui-lo (Mt.16.24).

Altar sem sacrifício não tem sentido, assim como vida cristã sem obediência. O altar é apenas um suporte, uma preparação para o sacrifício. Altar sem sacrifício seria uma promessa sem cumprimento, ou uma cruz vazia. Podemos comparar o altar com todo compromisso que fazemos com Deus, enquanto que as ofertas e sacrifícios representam tudo aquilo que executamos, aquilo que praticamos. 

Muitos princípios contidos nos sacrifícios antigos ainda permanecem, podendo ser aplicados em nossas vidas. Os termos “oferta” e “sacrifício” não devem ser interpretados apenas como questões financeiras, mas relacionados a todo ato de renúncia realizado em obediência ao Senhor. Ofertar é renunciar. Precisamos entregar diante do altar do Senhor tudo o que ele nos pede e também o que queremos oferecer espontaneamente. Sempre buscamos a Deus para receber alguma coisa, mas a lição do altar é dar, é abrir mão. 

Se devemos tomar a nossa cruz a cada dia (Lc.9.23), isto significa que seremos sacrificados sobre ela. Que outro propósito teria a cruz? Ela não serve como enfeite nem como instrumento de musculação. Paulo falou sobre o sacrifício pessoal, quando escreveu aos Romanos: 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela misericórdia de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12.2). 

Nossa vida precisa estar no altar de Deus todos os dias. Trata-se de um modo de vida, morrendo a cada dia (ICo.15.31), mortificando a natureza pecaminosa através da obediência diária (Col.3.5). 

O ritual do sacrifício dos animais incluía a queima, total ou parcial, dos mesmos. Até hoje, a pecuária é bastante significativa na economia de muitos países. Logo, matar e queimar um boi ou carneiro poderia parecer um grande desperdício e prejuízo, principalmente naqueles tipos de oferta em que o animal seria totalmente consumido pelas chamas. Da mesma forma, nossa dedicação ao Senhor pode parecer perda para muitos. Seremos criticados e desprezados. Muitos dirão que estamos desperdiçando nossas vidas e nossos recursos. Contudo, precisamos continuar no altar do Senhor, dedicando-nos ao seu serviço, mortos para o mundo, mas vivos para Deus. 

Fogo sobre o altar

Onde houver altar, haverá fogo, sofrimento e morte. A oferta só é completa quando há fogo sobre ela. Não sofreremos o que Cristo sofreu, mas ninguém poderá dizer que o cristão ficará totalmente isento de sofrimentos. A morte mencionada geralmente se aplica à natureza pecaminosa e à velha vida. Contudo, alguns chegam a morrer fisicamente devido à sua dedicação ao Senhor. Lembremo-nos, por exemplo, do caso de Abel que, depois de sacrificar um animal, ele mesmo foi sacrificado pelo irmão. 

Não digo que a vida cristã seja sinônimo de sofrimento. Ela é uma caminhada com Deus, onde desfrutamos a sua doce presença, com paz e alegria do Espírito Santo. Ocorre, porém, o sofrimento produzido pela eventual perseguição e pela constante mortificação da carne. Este é o efeito da nossa cruz diária. 

“O fogo arderá sobre o altar continuamente, e não se apagará” (Lv.6.13). 
 

Nossa dedicação ao Senhor não pode ser interrompida. Ninguém que tenha colocado o animal sobre o altar vai retirá-lo por alguns instantes para depois devolvê-lo. A fidelidade, a perseverança e a oração constante se relacionam ao fogo contínuo (ITss.5.17). Não há frieza nem mornidão sobre o altar. Se existe fogo, há luz e calor. 

A continuidade do fogo sobre o altar não aconteceria por acaso nem por milagre. Era trabalho do sacerdote mantê-lo aceso (Lv.6.12). Era questão de vigilância e alimentação constante das chamas por meio da lenha. Assim também, o fogo espiritual em nossas vidas precisa ser mantido através da nossa dedicação ao Senhor. Podemos alimentar o fogo ou apagá-lo. Paulo usou semelhante figura ao dizer: “Não extingais o Espírito” (ITss.5.19). 

Nossos sacrifícios

Muitos líderes têm conduzido seus liderados à prática do sacrifício. Quase sempre, o termo tem sido relacionado ao dinheiro. É válido e importante trazer ofertas financeiras ao Senhor, mas precisamos tomar cuidado com os exploradores, que tentam arrancar até o último centavo de seus fiéis. O povo de Deus precisa ficar atento para não ser enganado por lobos disfarçados de pastores. Vão aqui algumas dicas e sugestões: 

1- Observe se o dinheiro está sendo aplicado no reino de Deus e para auxílio às pessoas necessitadas ou se tudo é destinado apenas ao luxo na vida do líder. 

2- O líder também realiza algum sacrifício para ajudar suas ovelhas ou só exige que os outros o façam? 

3- Se não acontece o resultado prometido por meio do sacrifício, está claro que tal ato não foi realizado pela orientação de Deus. 

4- Toda oferta ou “sacrifício financeiro” (e outros) só podem ser realizados espontaneamente pelo indivíduo, como acontecia nas igrejas do Novo Testamento (At.4.34; IICo.9.7). 

5- Não realize sacrifícios sob pressão psicológica ou terrorismo teológico. Não aceite ameaças de maldições. 

6- O líder não tem autoridade sobre o patrimônio dos fiéis. Ele não pode apelar para a obediência e a submissão no intuito de conduzir o povo à contribuição. 

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria” (IICo.9.7).

Paulo advertiu Timóteo dizendo que, nos últimos dias, surgiriam pessoas mal-intencionadas exigindo sacrifícios desnecessários:

“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade” (ITm.4.1-3).

O celibato obrigatório é um exemplo de sacrifício desnecessário que acaba criando ocasião para males como o homossexualismo e a pedofilia. 

Quando escreveu aos colossenses, o apóstolo também alertou sobre as práticas gnósticas infiltradas na igreja, que incluíam abstinências alimentares e outros sacrifícios, como se a santificação fosse realizada dessa forma: “Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne” (Col.2.20-23). 

Hoje, muitas pessoas ainda realizam atos de sacrifício físico, subindo de joelhos grandes escadas, carregando pesadas cruzes de madeira, ajoelhando sobre grãos de milho, etc. Entretanto, o sacrifício que Deus espera de nós é um coração contrito diante dele, e abstinência da prática pecaminosa (Col.3.5). 

Muitas vezes o povo de Israel foi repreendido no Velho Testamento, quando os sacrifícios de animais eram realizados sistematicamente, mas a vida dos ofertantes não era coerente. Nesses casos, Deus rejeitava os sacrifícios de sangue, pois estavam sendo feitos apenas como meros atos religiosos, desprovidos de sinceridade (Is.1.10-17; Mt.5.23-24). Por motivo semelhante, foi rejeitada a oferta financeira de Ananias e Safira (At.5). 

“O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmo 51.17). “Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (I Tss.4.3). 

A resposta de Deus

Os episódios relacionados aos altares quase sempre envolviam: 

- Preparação do altar; 
- Realização do sacrifício; 
- Aceitação ou rejeição por parte de Deus; 
- Resposta divina ou bênção. 

Quando nos dedicamos ao Senhor, colocando nossas vidas em seu altar, através da consagração, da renúncia, do jejum, da oração e da obediência, com um coração quebrantado e contrito, ele nos atende, responde e abençoa. 

Nossas deficiências e falhas na dedicação podem ser comparadas aos altares danificados, que precisam ser restaurados ou reconstruídos. 

Ao desafiar os profetas de Baal, Elias reparou o altar, fez o sacrifício e clamou pelo nome do Senhor (IRs.18.30). Deus respondeu enviando fogo do céu e consumindo a oferta. Quando nos dedicamos de coração, da forma como Deus quer, ele nos aceita e responde. 

A fumaça do sacrifício sobe ao céu, e o seu cheiro agrada a Deus. O Senhor não está indiferente ao que fazemos para ele. Assim como respondeu a Noé, depois do sacrifício, dando-lhe promessas que nos alcançam até hoje, o Senhor haverá de abençoar agora e sempre aqueles que colocam suas vidas no altar, estando dispostos a viver para ele ou morrer por ele, se preciso for. 

Autor: Anísio Renato de Andrade